Resumo da primeira rodada da Copa

Por Rodrigo Poyer

Hoje, 19, encerrou-se a primeira rodada da Copa. Rodada com boas surpresas, confirmações e decepções.

Começando o resumo, no grupo A, a anfitriã Rússia confirmou a previsível vitória sobre a fraca seleção da Arábia Saudita, o que impressionou foi a maiúscula goleada por 5×0, que foi extremamente importante, o que dá motivação a mais num grupo equilibrado, com Uruguai e Egito também disputando, e bem uma das vagas. Os sul-americanos levaram a melhor no confronto direto e largaram na nessa briga, que promete ir até o ultimo minuto da terceira e decisiva rodada.

No grupo B, encontram-se duas seleções amplamente favoritas sobre as outras duas do grupo. Elas se enfrentaram, fizeram provavelmente o melhor jogo da rodada, e por fim empataram, não mudando em nada o que lá no fim resultará na classificação de ambas. Espanha e Portugal se confrontarão com Marrocos e Irã nas duas últimas rodadas, e dificilmente estes confrontos não ocorrerão apenas para ver quem é que fica com a primeira e segunda vaga. Nesse grupo aconteceu o maior destaque individual da estréia, a apresentação de Cristiano Ronaldo garantiu o empate contra a Espanha, o gajo confirmou o protagonismo que dispõe dentro da equipe, e elevou o nível da mesma dentro da partida. O craque fora de série não se faz apenas com o físico e a habilidade, mas sim com o contexto técnico, tático e motivacional, que sem sombra de dúvidas Cristiano tem sobrando, liderou e fez com que os companheiros acreditassem no objetivo. Gênio.

Pelo grupo C, não houve grandes surpresas, a França mesmo não enchendo os olhos de ninguém, confirmou os três pontos ao vencer a Austrália, quarta força da chave. No outro confronto, Peru x Dinamarca, sem prognósticos no início, fizeram um jogo movimentado e estudado, os peruanos perderam a chance da vitória com uma penalidade perdida por Cueva. Os nórdicos quando obtiveram da mesma chance, não deixaram escapar e pularam na frente em busca direta pela vaga.

No D, aconteceu a grande decepção individual da primeira rodada. Um dos craques da Copa, e um dos maiores da história, Lionel Messi, um dia após ver seu maior rival em termos individuais fazer uma estréia impecável , teve uma atuação apagada, buscou jogo e tentou fazer com que o fraco conjunto argentino tivesse lampejos de Bi-campeã, foi em vão, além do mais, bateu mal e perdeu uma penalidade que daria a vitória pra sua equipe, que empatou em 1×1 com a forte, aplicada, além de simpática, Islândia, muito por causa de seus torcedores, que fazem a festa nas arquibancadas, com seus cantos de guerra pra lá de originais. Os vikings vão brigar até o fim por uma das vagas neste grupo bem equilibrado. Croácia e Nigéria são os outros integrantes da chave, os europeus comandados pelo craque Luka Modric, ao contrário do que vinham fazendo em alguns amistosos pré-copa que acarretaram numa ligeira desconfiança, mas foram deixados de lado após a ótima estréia. Já os nigerianos ficaram correndo por fora, pelo resultado e também pela fraca atuação.

O Grupo E, grupo do Brasil, foi pouco movimentado, poucos gols, apenas 3 no total dos dois jogos. Costa Rica e Sérvia fizeram o jogo pra ver quem ainda continuaria vivo dentro da competição, com os sérvios levando a melhor, 1×0 pra cima dos caribenhos. Brasil e Suiça empataram em 1 gol com olhar de desconfiança dos torcedores brasileiros que acham o grupo fácil, e não viam virtudes nos outros adversários. Quem acompanha um pouco mais a fundo o que se passa no mundo da bola, sabe que os três adversários da nossa seleção não são grandes potencias no esporte bretão, porém não são nem um pouco ingênuos. A seleção canarinho teve uma atuação medíocre, aquém do que se esperava, não se impôs como demonstrou no decorrer das eliminatórias após Tite assumir, e depois, no decorrer do final do ciclo da copa. Os suíços, que possuem jogadores experientes e de qualidade, aproveitaram a oportunidade e saíram com grade resultado. Um dos pontos negativos da atuação brasileira não poderia deixar de ser a atuação da maior esperança, Neymar mais uma vez optou por forçar jogadas ao invés de facilitá-las, forçou também um protagonismo que não precisa ser forçado, seu futebol fala por si, não precisa de interferências a não ser pelo futebol. Brasil ainda é favorito à liderança da chave, depois do empate na estréia, provavelmente mudarão a postura, porém é bom ficar de olho bem aberto para com os rivais, sem desdém.

A zebra sempre esperada em todas as Copas não decepcionou e apareceu no grupo F, no grupo da campeã do mundo e com a campeã do mundo. A favoritaça Alemanha, muito abaixo das expectativas, sucumbiu diante de um México motivado e muito bem treinado por Juan Carlos Ozório. Jogadores com sangue nos olhos mostraram dentro de campo toda a paixão que demonstram durante o hino nacional. Porém os mexicanos são famosos por “jogarem como nunca e serem eliminados como sempre”, então fiquemos atentos quando colocarmos a seleção mexicana num pedestal acima apenas por essa excepcional vitória na estréia. Suécia e Coréia do Sul completam o grupo. Num confronto bem morno, os suecos saíram vitoriosos pelo placar mínimo.

Com a vitória mexicana sobre a Alemanha, a situação do grupo ficou interessante, antes davam a Alemanha como garantida nas oitavas e a segunda vaga para Suécia ou México, Coréia correndo por fora. Após as estréias, temos 2 vagas para as duas seleções vitoriosas e a Alemanha, que continua muito viva,  Coréia corre ainda mais por fora.

No G, só não temos o mesmo panorama do grupo B, apenas pelo fato de as favoritas não terem se enfrentado na estréia. Bélgica que confirmou o favoritismo, talvez a única dos grandes times a terem vencido e convencido, se impuseram pra cima do fraco Panamá, e fizeram 3×0 ao natural, o centro-avante Lukaku foi o destaque com dois gols, e é grande favorito a artilharia do torneio. Será que desta vez “a maravilhosa geração belga”, vai? No outro jogo, Tunísia e Inglaterra fizeram um bom jogo, apesar das dificuldades, os ingleses venceram, 2×1, com dois gols do maior artilheiro europeu na temporada, e capitão do “English Team”, Harry Kane. Bélgica e Inglaterra não terão maiores dificuldades pra passarem de fase.

No grupo H, talvez o mais equilibrado, e sem maiores apostas para quem passa às oitavas, o  Japão foi beneficiado pela justa expulsão no inicio de jogo do meia colombiano Carlos Sanchez, que colocou a mão na bola dentro da área, e consequentemente pênalti marcado e convertido. Com o decorrer do jogo, apesar de atuarem com um a menos, os colombianos conseguiram o empate ainda no primeiro tempo. Na segunda etapa, o técnico argentino da seleção colombiana, Jose Pekermann, colocou em campo o maior astro do selecionado, que de inicio havia sido escolhido pra ser poupado por precaução à uma pequena lesão, e devido a situação, foi a campo e pouco pode fazer, os japoneses fizeram valer a vantagem numérica, marcaram o segundo gol, pra depois administraram o placar favorável.

Polônia x Senegal, apesar do 2×1 em favor do africanos, foi um jogo fraco tecnicamente, esperava-se mais dos poloneses, que vinham de boa campanha nas eliminatórias, e bons resultados nos amistosos, e contavam com a grande estrela em ótima fase Robert Lewandovski. O Jogo foi marcado pela falha do sistema defensivo polonês, que deu a chance de Senegal marcar o segundo gol, pra decretar a vitoria, a Polônia ainda diminuiu no fim, mas não havia mais como buscar o empate. Todas as equipes devido ao equilíbrio, ainda possuem boas chances de classificação.

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Luiz Carlos da Cruz

Jornalista desde 1998 com reportagens publicadas em grandes jornais do Brasil, como a Folha de S. Paulo e Gazeta do Povo. Teve passagens pelos jornais Gazeta do Paraná, O Paraná e Hoje, onde foi editor-chefe, além do portal CGN e Rádio Independência. Fundador dos jornais Boas Notícias e Boa Noite!

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