Policial militar assume atropelamento com morte

Um policial militar de 34 anos se apresentou na tarde de ontem à Polícia Civil e assumiu ser o condutor do veículo que atropelou, e matou, no dia 18 de outubro, Ivair dos Passos, na Avenida Piquiri, no viaduto do Brasmadeira, em Cascavel.

Passos era trabalhador autônomo e desenvolvia suas atividades na feira do pequeno produtor.

Imagens de câmera de monitoramento, obtidas em empresa privada existente no local, registrou um automóvel em alta velocidade, que colidiu na traseira da bicicleta da vitima que morreu na hora.

A Polícia Civil em Cascavel instaurou inquérito policial e passou a investigar o caso.

Uma equipe do GDE (Grupo de Diligências Especiais) passou a trabalhar no caso e chegar várias informações que apontaram a passagem do veículo, um Corsa praga, por outras vias e locais, detalhes que estão sendo checados.

O policia militar se apresentou acompanhado de um advogado, negou ter bebido no dia do acidente e disse que estava com amigos e apenas percebeu um impacto no carro, mas não viu no que tinha batido.

Ele disse que ficou sabendo do atropelamento pela imprensa, alegou ter entrado em desespero e que deixou o carro abandonado em uma favela naquela noite, mas quando retornou para buscá-lo o automóvel teria sido furtado e não mais encontrou.

Ele afirmou que não fez boletim do furto porque ficou abalado psicologicamente e não lembra a numeração da placa do automóvel, que é financiado.

Ele foi interrogado e liberado. Segundo a Polícia Civil, inicialmente ele responderá por homicídio culposo na condução do veículo, com pena aumentada pela omissão de socorro.

Em nota, o comando do 6º BPM (Batalhão de Polícia Militar) disse que o policial está em férias, assim como estava na data do acidente.

O comando diz não ter conhecimento dos motivos que levaram o policial a não ter prestado socorro à vítima e evadir-se do local.

“O Comandante do 6º BPM está aguardando a documentação referente ao caso para abrir um procedimento administrativo para apurar a conduta do policial militar”, diz a nota.

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