Paranhos sugere que vereadores são “moleques irresponsáveis” e que debate eleitoral foi antecipado

O prefeito de Cascavel, Leonaldo Paranhos, rechaçou com veemência a denúncia de improbidade administrativa formalizada contra ele no Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) pelos vereadores Fernando Hallberg, Policial Madril e Pedro Sampaio na manhã desta sexta-feira (14).

Paranhos não poupou palavras para criticar a atitude dos vereadores, disse que anteciparam as eleições e sugeriu que os parlamentares são “moleques irresponsáveis”.

Para os vereadores, Paranhos faltou com o princípio da moralidade e da honestidade quando divulgou que não faria aumento real de IPTU em Cascavel para o ano de 2019.

No entendimento dos parlamentares, o projeto enviado à Câmara apresenta um aumento real do IPTU, e pedem que Ministério Público intervenha para impedir a votação do aumento do imposto, prevista para a semana que vem.

Paranhos considerou o ato dos vereadores como “extrema irresponsabilidade” e disse que eles anteciparam as eleições de 2020.

“É de uma enorme irresponsabilidade alguém usar a Comissão de Justiça, dizer que o projeto é inconstitucional e ainda incomodar o Gaeco, que tem tanta coisa para fazer, com uma mentira que está sendo gerada. Na verdade, isso nem é matéria para o Gaeco discutir, nós estamos falando de tributos. Anteciparam as eleições, querem discutir as eleições faltando dois anos. Eu estou trabalhando e eles estão querendo fazer política”, sentenciou.

Paranhos diz não acreditar que a Justiça intervenha no processo de votação do IPTU e que os vereadores estão brincando de legislar.

“Eu fui vereador, fui deputado, o Legislativo é uma ferramenta extraordinária, mas na mão de gente responsável e não de moleque irresponsável”, afirmou.

A denúncia alerta de que “a confusão feita pelo Executivo, no que tange os conceitos de IPTU e valor venal dos imóveis, além de grotesca, tem o condão exclusivo de causar prejuízos à sociedade, vez que, sem qualquer embasamento técnico, aumenta a seu bel prazer a base de cálculo de imposto”.

No documento, os vereadores pedem que a Promotoria apure a suposta prática de atos de improbidade administrativa pelo Prefeito Municipal de Cascavel, em específico com relação ao art. 11 da Lei 8429/92, para que, entendendo pela sua ocorrência, que sejam tomadas as medidas cabíveis nas esferas cível, criminal e administrativa; e que “por questão de legitimidade ativa, que seja proposta ação civil pública cautelar para tentar obter a suspensão do trâmite do projeto até que as irregularidades sejam sanadas e a verdade seja exposta à população cascavelense”.

 

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