Paraná livre de aftosa sem vacinação: “É ato de coragem”, diz vice-prefeito

” Governador Ratinho Júnior visitou nesta tarde o Show Pecuário 2019, evento que conta com apoio da Prefeitura e segue até sexta (26), com ampla programação (Secom)

Após a entrega do Sisbi à Granja Refem na tarde de hoje (23), a comitiva do Estado seguiu para o Show Pecuário 2019, no Parque de Exposições Celso Garcia Cid, onde o governador Ratinho Júnior recebeu uma moção de apoio da Sociedade Rural do Oeste do Paraná e do Sindicato Rural de Cascavel ao esforços do Estado de declarar o Paraná livre de aftosa sem vacinação.

O vice-prefeito Jorge Lange, que atualmente está licenciado do cargo municipal para comandar a Cohapar, usou a palavra também falando em nome do prefeito Leonaldo Paranhos – que cumpriu agenda de trabalho em Brasília nesta terça-feira (23) – e enalteceu a medida como “um ato de coragem”, endossando junto com os produtores rurais o projeto do Estado, que visa alavancar a economia, a exportação de carnes e a geração de emprego e renda no Estado. “Quero enfatizar que somente um homem de coragem pode acabar com a vacinação no Paraná”, disse Lange, ao lado do secretário de Agricultura, Nei Haveroth, e dos demais secretários municipais.

O governador elogiou a organização e a estrutura do Show Pecuário e disse que “esta moção de apoio nos incentiva a cada vez mais tomar decisões que, embora difíceis, são para o bem do Estado”, explicando que a decisão é basicamente técnica, para que o Paraná possa dar um salto sanitário, uma vez que hoje está impedido de comercializar carne suína e de frango para 65% do mercado mundial devido à vacinação bovina e bubalina. “Fizemos 16 audiências públicas em todo o Estado e, minha função como gestor, é olhar para aquilo que gera mais emprego e renda e o que pode movimentar a economia do Estado. Esperamos nos próximos meses poder, junto com todos os produtores, anunciar nossa referência sanitária para o Brasil e o mundo”, estimou.

“Vamos parar de gastar dinheiro com custos que não temos mais”, frisou o secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, numa referência à ausência de doença e de vírus circulante. Ele enfatizou que o objetivo é alcançar mercados hoje inacessíveis devido à vacina. Outra meta é apartar o Paraná de um conjunto de 24 estados também livres com vacina, criando um zona específica e única, “pois se ocorrer um vírus numa longínqua região, também perdemos nosso status, por isso é inteligente parar de gastar dinheiro e proteger o Estado”.

O último foco de febre aftosa no Paraná foi em 2006. De lá para cá, não houve mais circulação viral. Nessa última campanha de vacinação do rebanho bovino e bubalino, em maio, o índice de cobertura foi de 99%, considerado o melhor dos últimos anos. A próxima campanha, prevista para novembro, pode não acontecer caso o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento declare o Estado livre de febre aftosa sem vacinação. Depois disso, a expectativa é que a Organização Mundial de Saúde Animal chancele o novo status paranaense em maio de 2021. Caso isso ocorra, estima-se que os produtores paranaenses deixem de gastar cerca de R$ 30 milhões por ano com esse serviço.

(Secom)

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