Óleo descartado rende lousa digital e preserva o meio ambiente

O jovem André Luiz Gurato é um dos alunos da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Corbélia que está sendo beneficiado com a lousa digital entregue pela Sanepar na manhã desta terça-feira (20). André e a professora Estela Maris Schmidt fizeram demonstrações de algumas das inúmeras atividades que podem ser realizadas com o uso desta tecnologia. A lousa foi comprada com recursos da coleta do óleo de cozinha e com a participação de voluntários da Sanepar.
A gerente regional da Sanepar, Rita Camana, fez uma apresentação do programa “Se ligue nesta ideia: sem óleo na rede!”, que tem por finalidade proteger os sistemas de coleta e tratamento do esgoto e o meio ambiente. “Cada litro de óleo que tem o destino correto diminui os prejuízos da empresa e o trabalho das equipes, melhora as condições operacionais das redes e das estações tratamento do esgoto e a qualidade ambiental dos municípios”, explicou.
Rita falou também dos benefícios sociais do projeto, com base nos resultados da Apae de Cascavel, que recebeu uma dessas lousas, em 2015.
Após conhecer o projeto, as Apaes da região aderiram à ideia e iniciaram a divulgação e a coleta do óleo descartado. O óleo é coletado por uma empresa que encaminha o material para a fabricação do biodiesel).
A Apae de Corbélia foi escolhida para ser beneficiada com a lousa porque foi o município que arrecadou o maior volume de óleo. “Corbélia fez um ótimo trabalho, envolveu o Poder Executivo e toda a comunidade, mostrando que quando todos se juntam em prol de uma ação os resultados são muito importantes”, destacou a gerente da Sanepar.
O prefeito Giovani Miguel Wolf Hnatuw disse que a parceria da Sanepar com as Apaes e os municípios traz, além dos benefícios operacionais e ambientais, o da inclusão social e digital. “E tem também os aspectos econômicos, uma vez que os recursos dispendidos são muito grandes. Por esta razão, Corbélia vai continuar trabalhando nessa prática, colocando à disposição o caminhão da coleta para poder beneficiar outras Apaes. Os comerciantes, as donas de casa, donos de restaurantes, todos podem participar. Podemos ser exemplo para outros municípios”, afirmou o chefe do executivo.
ESTÍMULO – A lousa digital é um recurso que enriquece as aulas, segundo a diretora da Apae, Leila Ramos Dias. “O material possibilita que o professor viaje na hora de elaborar as aulas, indo além do papel e caneta. Ter a lousa digital era um sonho que foi agarrado com as duas mãos”, disse a diretora.
A escola então definiu metas e levou muita a sério a proposta.  “Queríamos logo que a lousa chegasse pra nós porque até o aluno com mais comprometimento cognitivo consegue utilizar o equipamento”, explica. Segundo ela, o projeto vai continuar. “Vamos continuar arrecadando pelo menos a mesma quantidade de óleo que hoje coletamos”, finalizou.
Vilson Basso, suplente de senador eleito na última eleição e que já foi presidente da Apae de Cascavel, falou dos resultados que a lousa digital traz para os alunos com necessidades especiais. “É um auxílio para o professor e, o mais importante, é que dá ao aluno autonomia e o estimula a querer buscar mais”, disse Basso.
PROJETO – Para pessoas e empresas que queiram participar do projeto, a gerente da Sanepar explica que é só dispor do óleo em garrafas PETs e levar em um dos 32 pontos de coleta de óleo disponíveis na região. Dentre eles, estão as Apaes, os escritórios de atendimento ao público da Sanepar e o Corpo de Bombeiros. Mais informações e orientações podem ser obtidas com Wagner Antonello, no telefone (45) 3220-1223.
A cerimônia de entrega da ferramenta de educação teve ainda a presença dos vereadores Eli Stefanello e Odair Pazetti, da primeira-dama e chefe de gabinete, Luciele Franceschi, de secretários e diretores municipais, a engenheira Bruna Saara da AR Ambiental, empregados da Sanepar e funcionários da Apae de Corbélia.

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