O ponto sem volta

Diego Krüger
Jornalista

“Um caminho se faz caminhando, buscando”. Não há frase melhor que essa quando nos damos conta que para termos algo, precisamos ir de atrás. Esse preceito não anula a fé, ao contrário, a fortalece. Porque na medida em que acreditamos que conseguimos, estamos crendo no invisível e é isso que nos pede o Senhor. Pense: você coloca o despertador para o dia seguinte nem sabendo se estará vivo quando ele tocar. Existe fé maior que essa? Sem nos darmos conta, vivemos de pequenos trechos nessa caminhada. E de passo em passo, caminhamos em direção de um futuro melhor ou pior. Nós mesmo é quem definimos.

A pergunta que fica é: o que você tem feito para caminhar em direção à sua prosperidade emocional, espiritual e financeira? E sabe o que é o mais complicado dessa história? Você já sabe o que fazer, mas não faz. Sabe que deve pedir perdão para aquela pessoa que você magoou ou que te feriu (sim, devemos pedir perdão a quem nos feriu, esse é o primeiro passo de vivermos em paz); sabemos que devemos fortalecer nosso relacionamento com Deus, lendo mais a Bíblia, indo à igreja e principalmente, ajudando os necessitados, nem que seja com doações sinceras de recursos ou do seu tempo. E a prosperidade financeira, então? Você assiste tutoriais na internet de como economizar, organizar sua vida financeira, de como ganhar mais com uma “profissão extra”, mas sabe o que acontece? Você não coloca nada disso em prática. Aí como você quer sair desse lamaçal que você mesmo se enterrou?

E não pense que quem já está mais desenvolvido nessas questões não passa pelos mesmo problemas. Todo dia é dia de uma decisão que dependendo da escolha, resultará ali na frente, de algo bom ou ruim. Aquela compra em dez vezes no cartão da loja de utilidades: você realmente sabe se daqui a dez meses estará melhor do que agora, pagando suas contas com folga, ou estará “afogado”?

É bom pensarmos nisso porque queremos o máximo em curto prazo e nos esquecemos que não está em nossos planos morrer. Se Deus permitir estaremos por muitos anos vivos e com saúde. Isso refletirá a pensarmos num longo prazo a nossa vida ou se viveremos como “se não houvesse amanhã”. É uma escolha. Esteja preparado para o resultado. Por exemplo: ser especialista na sua área de atuação requer anos de estudo. Há quem diga que para alguém ser realmente bom no que faz deve ter pelo menos dez mil horas de experiência. E isso não é da noite para o dia. Assim, não devemos viver nossa vida – em todas as áreas – de pulo em pulo, correndo para o lugar seco toda vez que a maré sobe.

Deus busca de nós, sobretudo, planejamento. Reflita meu irmão, minha irmã: o Senhor já nos disponibilizou tudo! E ainda vivemos como miseráveis, das migalhas que caem da mesa! Essa aqui não é a teologia da prosperidade, mas a leitura do que está escrito: “Portanto, não se preocupem, dizendo: ‘Que vamos comer?’ ou ‘Que vamos beber?’ ou ‘Que vamos vestir?’ Pois os pagãos é que correm atrás dessas coisas; mas o Pai celestial sabe que vocês precisam delas. Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas serão acrescentadas a vocês”. Mateus 6:31-33.

Você consegue perceber a profundidade desse versículo? Nossa caminhada está em buscar a Cristo e sua justiça. Buscar é levantar da cadeira e ir. Sentado, você verá as oportunidades passarem pela janela de sua vida enquanto a velhice te corroerá os ossos. A partir do momento em que você ultrapassa seus próprios limites, você cria um ponto sem volta. Aí nasce a prosperidade.

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Luiz Carlos da Cruz

Jornalista desde 1998 com reportagens publicadas em grandes jornais do Brasil, como a Folha de S. Paulo e Gazeta do Povo. Teve passagens pelos jornais Gazeta do Paraná, O Paraná e Hoje, onde foi editor-chefe, além do portal CGN e Rádio Independência. Fundador dos jornais Boas Notícias e Boa Noite!

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