Mudança climática ainda não comprova que a Covid-19 infecta mais ou menos pessoas, afirma infectologista

Médico reforça a importância da prevenção contra a Covid-19 independente da estação do ano

Desde fevereiro deste ano, a Secretaria de Saúde de Cascavel vem mobilizando equipes, estrutura, equipamentos e a população para o enfrentamento à Covid-19. Estatísticas dia após dia norteiam as ações para salvar o maior número de vidas.

Mesmo assim, a Covid-19 ainda causa muitas dúvidas à população e também à comunidade científica em relação a sua forma de agir. Diante disso, laboratórios correm contra o tempo em busca da imunização contra a doença através de uma vacina – testes em humanos já estão sendo feitos.

Outra grande preocupação é que desde o surgimento dos primeiros casos no Brasil, a doença continuou avançando independente da passagem das estações do ano. Mobilizações de orientação quanto à etiqueta repiratória, uso de máscara, higienização das mãos, distanciamento social começaram a fazer parte da rotina de cada cidadão.

Em dias mais quentes e secos observa-se o “relaxamento” das medidas de segurança por conta da transpiração do corpo humano durante a mudança climática. De acordo com o médico infectologista do Centro de Doenças Infecto-Parasitárias da Secretaria Municipal de Saúde (CEDIP), Dr. Roberto Ferreira Oizumi, a sazonalidade ou mudança repentina de temperaturas não trouxe um comportamento diferente de agir do novo coronavírus.

“Fazendo um paralelo com outras doenças virais de transmissão respiratória, como Influenza e vírus causadores de resfriado, que tem um predomínio maior no período do inverno, algumas pessoas acreditam que a Covid-19 poderia ter esse comportamento. Até o momento não sabemos, primeiro porque a doença não completou um ano desde o seu surgimento para poder chegar a uma conclusão científica.”, explicou Dr. Roberto.

O médico infectologista cita cidades de clima tropical, onde a transmissibilidade da Covid -19 foi elevada em temperaturas sem grandes variações. “Manaus, Belém, Fortaleza, Recife são algumas das cidades de clima tropical, em que as temperaturas não oscilam muito durante o ano e tivemos uma transmissão altíssima da doença”, alertou.

Desde o início da pandemia, temos que cada pessoa infectada pode transmitir a doença para mais três indivíduos. Por isso, as medidas de distanciamento social, de higiene, de etiqueta respiratória e o uso generalizado de máscaras comprova a diminuição da transmissibilidade da Covid-19.

“Evitar aglomerações, respeitar o distanciamento entre as pessoas, não ficar se reunindo de maneira desnecessária, higienizar sempre as mãos, fazer o uso da etiqueta respiratória (ao tossir ou espirrar cobrir o nariz e a boca) e a utilização de máscara por todos.”, orientou Dr. Roberto Oizumi.

Vacina

O processo de pesquisa e desenvolvimento de uma nova vacina é constituído de diversas etapas. A primeira corresponde à pesquisa básica e é onde novas propostas de imunização são identificadas. Já a segunda, é a realização dos testes pré-clínicos, para demonstrar a segurança e o potencial imunogênico da vacina. A terceira etapa são os ensaios clínicos, que é a mais longa e a mais cara do processo, em que são feitos os estudos de fase 1, fase 2, fase 3 e fase 4.

Das 6 imunizações que estão em estágio mais avançado, 3 estão sendo testadas no Brasil.

“Pelo momento que os estudos estão atualmente, há uma esperança que ainda este ano nós já tenhamos uma vacina disponível para utilização em massa. Até lá, precisamos manter os cuidados pessoais de proteção para conter a transmissibilidade da doença”, destacou o médico infectologista, Dr. Roberto Oizumi.

(Secom Cascavel)

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