Mortalidade infantil aumenta e preocupa em Cascavel

Seminário apresentou números preocupantes sobre a mortalidade infantil (Secom)

A taxa de mortalidade infantil em Cascavel subiu de 8.4 para cada mil nascidos vivos, para 10.4 para cada mil nascidos vivos de janeiro a agosto deste ano, no comparativo com o mesmo período do ano passado. Em igual período, foi registrada uma morte materna. Os números preocupam, mesmo estando abaixo dos índices preconizados pelo Ministério da Saúde, que são de menos de 15 óbitos para cada mil nascidos vivos, porque os índices englobam famílias de todas as classes sociais e indicam que o pré-natal pode estar deixando de ser seguido à risca, assim como os cuidados com o bebê no nascimento, com a chamada puericultura.

Este e outros assuntos nortearam os debates durante toda esta quarta-feira (27) no auditório da Prefeitura, no 4° Simpósio do Comitê Municipal de Prevenção e Investigação da Mortalidade Materno-Infantil, que reúne médicos, enfermeiros e assistentes sociais da rede pública e privada do Município que atuam com gestantes e mães que acabam de dar à luz.

Eles debateram a prevenção da mortalidade, com temas como a hipertensão na gestação, a incompetência istmocervical, o protocolo de consultas de pré-natal e acidentes na infância, por exemplo, que são os temas que foram escolhidos a partir dos dados obtidos após investigação de óbitos fetal, infantil e materno ocorridos em Cascavel.

“O pré-natal e a puericultura precisam continuar a ser incentivados com educação e saúde, de modo que mais gestantes e mães entendam a importância desse acompanhamento e das consultas mensais tanto dela, quanto do bebê após o nascimento. Muitas doenças que levam ao óbito podem ser identificadas precocemente no pré-natal e tratadas”, alerta a médica da Vigilância Epidemiológica Luciana Tavares, que integra o Comitê.

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