Justiça decreta prisão de ex-deputado Ribas Carli

O juiz Thiago Flôres Carvalho, da 2ª Vara Plenário do Tribunal do Júri de Curiba, decretou a prisão preventiva do ex-deputado estadual Luiz Fernando Ribas Carli Filho, condenado a sete anos e quatro meses de prisão por ter provocado a morte de duas pessoas em acidente de trânsito.

O nome de Ribas Carli já aparece no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP) do Ministério da Justiça.  O ex-parlamentar não foi encontrado no endereço que forneceu à Justiça.

A ordem de prisão para a execução provisória da pena estava sob sigilo para evitar eventual fuga do réu, mas após o magistrado saber que Carli Filho já tinha tomado conhecimento da sentença o caso deixou de ser sigiloso.

Segundo o juiz, a imprensa de Guarapuava, cidade de Carli Filho, soube do mandado e, por isso, perdeu-se o sigilo. “A esta altura, então, a revelação da ordem judicial, uma vez não encontrado o sentenciado, ao invés de frustrá-la, pode contribuir para que atinja sua finalidade”, afirmou o juiz.

O caso

O acidente que levou Carli Filho à condenação por duplo homicídio culposo ocorreu na madrugada do dia 7 de maio de 2009. Os estudantes Gilmar Rafael Souza Yared, de 26 anos, e Carlos Murilo de Almeida, de 20 anos, estavam em um Honda Fit quando foram atingidos pelo Passat Variant conduzido por Carli Filho, a uma velocidade estimada pela perícia do Instituto de Criminalística entre 161 e 173 Km/h, em uma via com limite de velocidade de 60 km/h. A habilitação de Carli Filho estava suspensa em decorrência de 130 pontos acumulados entre 2003 e 2009, devido a 30 multas, das quais 23 por excesso de velocidade.

Ao longo dos anos, a defesa de Carli Filho apresentou mais de 30 medidas, entre recursos e apelações, aos tribunais superiores para evitar que o ex-parlamentar fosse julgado por um júri popular pelo homicídio com dolo eventual. Os advogados alegavam que o crime deveria ser classificado como homicídio culposo, quando não se tem intenção de matar. Se o pedido tivesse sido aceito, Carli Filho seria julgado pelo Código de Trânsito e estaria sujeito a pena de dois a quatro anos, que poderia ser convertida em prestação de serviços comunitários.

Avatar

Luiz Carlos da Cruz

Jornalista desde 1998 com reportagens publicadas em grandes jornais do Brasil, como a Folha de S. Paulo e Gazeta do Povo. Teve passagens pelos jornais Gazeta do Paraná, O Paraná e Hoje, onde foi editor-chefe, além do portal CGN e Rádio Independência. Fundador dos jornais Boas Notícias e Boa Noite!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.