Jovens cientistas ganham prêmios por pesquisas inovadoras

Estudantes e pesquisadores receberam na tarde de hoje (5) o Prêmio Jovem Cientista. A cerimônia de premiação da 29ª edição ocorreu no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Michel Temer. “Prestigiar a ciência brasileira é dever que eu sempre cumpro com muito prazer. Cerimônias como esta nos enchem de renovado entusiasmo. É animador conhecer tantos pesquisadores talentosos e verificar a vitalidade da ciência do Brasil”, disse o presidente.

Um dos premiados foi a estudante gaúcha Juliana Estradioto. A jovem de 18 anos desenvolveu um filme plástico biodegradável a partir da casca do maracujá. “Eu visitava os agricultores familiares da região e percebi o resíduo do maracujá sendo gerado. E a partir da casca, eu fiquei muito instigada para descobrir o que se podia fazer com ela. Fiquei motivada a propor uma solução ecológica, uma alternativa aos plásticos, um dos vilões do século”.

Juliana não acreditava que poderia vencer o prêmio na categoria ensino médio. “No ensino médio é muito difícil fazer pesquisa. A maioria do investimento e da visão de pesquisador está nas universidades. Ser premiada mostra que nós jovens podem mudar o mundo e propor soluções para os problemas da sociedade”. Para ela, o prêmio serve como motivador para seguir na área científica. “Pra mim não tem nada que me deixe mais feliz do que fazer pesquisa e é o que eu quero fazer pro resto da vida”.

João Vitor Campos e Silva foi o vencedor na categoria Mestre e Doutor. Ele analisou o impacto um modelo de manejo do pirarucu, peixe de alto valor comercial e cultural para a região do Amazonas, e que está ameaçado. O modelo estudado por João Vitor permite o abate modo mais consciente e sustentável. “É uma grande honra receber esse prêmio. Fico profundamente feliz com a possibilidade de divulgar e valorizar o trabalho que as comunidades rurais vêm fazendo na Amazônia”.

O presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Mário Neto Borges, exaltou a importância do prêmio como estímulo à pesquisa e atividade científica. “O Prêmio Jovem Cientista é o futuro. São os meninos que precisam receber esse incentivo. O prêmio tem demonstrado que a ciência que eles produzem não é apenas para o avanço do conhecimento, mas também atua na solução dos problemas brasileiros”.

Os vencedores das categorias Mestre e Doutor; e Ensino Superior ganham um prêmio em dinheiro, que vai de R$ 35 mil a R$ 12 mil. Os vencedores do Ensino Médio recebem um laptop cada. E todos recebem bolsas de estudo do CNPq, nas modalidades de iniciação científica até o pós-doutorado.

(Agência Brasil)

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