Índice de infestação do Aedes aegytpi cai para 0,5% em Cascavel, com baixo risco de epidemia

“A redução dos índices de infestação é resultado do mutirão de limpeza realizado em nossa cidade “Água Boa, Cidade Limpa”, que ainda inspeciona imóveis fechados, abandonados e de acumuladores”

O Setor de Controle de Endemias da Secretaria de Saúde divulgou hoje (11) o resultado do 3º ciclo do LirAa. O Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti realizado essa semana – de segunda (8) até ontem (10) – aponta 0,5% de infestação em Cascavel, índice que é considerado de baixo risco para epidemia. Conforme manuais e protocolos do Ministério da Saúde, a média considerada aceitável é de até 1,0%.

De acordo com a diretora de Vigilância em Saúde, Beatriz Tambosi, a redução dos índices de infestação está relacionada às ações desenvolvidas pelo Mutirão de Limpeza realizado em nossa cidade “Água Boa, Cidade Limpa” – iniciado em abril e em andamento nesta segunda fase com inspeções em imóveis fechados ou abandonado e de acumuladores.

“Além da intensificação das vistorias, em horários alternativos, pelos agentes de combate às endemias, foram realizadas atividades educativas nas escolas públicas e privadas, e em entidades, pela Equipe de Educação em Saúde, e trabalhado a conscientização da população em relação à importância dos cuidados no controle do vetor Aedes aegypti”, detalha Beatriz, acrescentando que “vale ressaltar que é necessário a participação de todos no combate ao Aedes aegypti”.

Sobre o LirAa

O LirAa é uma ação que apresenta de maneira rápida e segura, os índices de infestação larvários do mosquito. Durante a realização os agentes de endemias realizam técnica de pesquisa larvária e coletam larvas em 100% dos depósitos encontrados em cada domicílio, o que permite, além de quantificar as amostras, identificar o tipo de criadouro, evidenciando a prevalência de criadouros em cada estrato.

Neste terceiro ciclo foram coletadas 23 amostras de larvas positivas para Aedes aegypti num universo de 4.350 imóveis inspecionados, que foram divididos em 10 estratos, totalizando 117 localidades cadastradas no Setor. O número de imóveis inspecionados é determinado em função da densidade populacional.

De acordo com o resultado divulgado nesta manhã (11), apenas no estrato 8 – o qual abrange as regiões do Pioneiros Catarinenses, Acácia, Neva, Vila Tolentino, Parque São Paulo, Parque Tarquínio, Maria Luiza e Itamarati – apresentou o maior índice de infestação, com 1,2% de infestação, considerado de médio risco. Diante disso, nas próximas semanas o Setor de Controle de Endemias intensificará as inspeções neste estrato.

Pequenos recipientes são grandes criadouros

Neste LirAa, a maior prevalência de criadouros foi registrada em depósitos móveis do tipo B, que são os pequenos recipientes, como vasos/frascos com água, pratos, pingadeiras, recipientes de degelo em geladeiras, bebedouros em geral, pequenas fontes ornamentais, materiais em depósito de construção (sanitários estocados, etc) e em objetos religiosos/rituais. “O mutirão eliminou grandes criadouros, mas alertamos que, mesmo no inverno, é preciso cuidar do acúmulo de água nos pequenos criadouros, uma vez que o acúmulo de larvas no período frio pode resultar na eclosão dos mosquitos com a chegada do calor, nos próximos meses”.

Confira o resultado por estrato

 Levantamento de Índice rápido do Aedes Aegypti

Consolidação de dados

Cascavel/Paraná Período: 08 a 10 de julho de 2019

Estratos Bairros Nº. Imóveis

Inspecionados

IIP Total

Criadouros

 

1

Lago Azul, Morumbi I, Riviera, Caroline, São Francisco, Bela Vista, Florais, Floresta, Clarito, Colonial, Los Angeles, Brasília II.  

 

436

 

 

0,5 %

 

 

02

 

2

Sanga Funda, Jesuítas, Tarumã, Interlagos, Barcelona, Julieta Bueno, Tocantins, Melissa, Brasmadeira, Alvorada.  

436

 

0,2%

 

01

 

3

Aras Mantovani, Morumbi II, Porto Belo, Periollo, Colmeia, Cataratas, Coopavel, D´Napolis, Brasília I, São Cristóvão I e II, Gramado, Primavera  

 

428

 

 

0,5%

 

 

02

 

4

Pinheiros, Country, Canadá, Piatti, Ceasa, Novo Milênio, Claudete, Cancelli I e II  

430

 

0,5%

 

02

 

5

Tropical, Parque Verde, Cidade Verde, Moradas, Terra Nova, Tropical II, Aclimação, Coqueiral, Palmeiras II.  

434

 

0,2%

 

01

 

6

Centro II, Palmeiras I, Alto Alegre, Santo Onofre, Santa Cruz I e II, Fag, Treviso, Paulo Godoy  

433

 

0,7%

 

03

 

7

Angra dos Reis, Esmeralda, Siena, Santos Dumont, Aeroporto, Guarujá, Vila Dione, Quebec, XVI de Novembro, Itapuã, Santa Felicidade,  

433

 

0,2%

 

01

 

8

Pioneiros Catarinense, Acácia, Neva ,Vila Tolentino, Parque São Paulo, Parque Taquinío, Maria Luíza, Itamarati  

434

 

1,2%

 

05

 

9

Centro, Centro I, Centro III, Centro IV, Centro V, Caravelli, Quartel, Lago Municipal, Nova York, Pacaembu  

446

 

0,4%

 

02

10 Padovani, Jardim União, Santa Catarina, Faculdade I e II, Universitário, Turisparque, Veredas, Cascavel Velho, Jardim Itália I e II, Veneza, Presidente, Aquarela.  

440

 

0,9%

 

04

T O T A L: 4350 0,5% 23

Média de Infestação: 0,5 % BAIXO RISCO

Prevalência de criadouros por depósitos (Percentual)

A1 – Depósitos Elevados Ligados a Rede: Total: 0%

A2 – Depósitos ao nível do solo: Total: 21,7%

B – Depósitos Móveis (vasos e pratos, frascos c/ plantas, bebedouros de animais, etc): Total: 26,1%

C – Depósitos Fixos (calha, laje, ralos, sanitários em desuso, etc…): Total: 8,7%

D1 – Pneus e outros materiais rodantes: Total: 0%

D2 – Lixo e outros resíduos sólidos: Total: 43,5%

E – Depósitos Naturais (buracos em árvores, bromélias, etc…): Total:0%

 (SECOM)

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Luiz Carlos da Cruz

Jornalista desde 1998 com reportagens publicadas em grandes jornais do Brasil, como a Folha de S. Paulo e Gazeta do Povo. Teve passagens pelos jornais Gazeta do Paraná, O Paraná e Hoje, onde foi editor-chefe, além do portal CGN e Rádio Independência. Fundador dos jornais Boas Notícias e Boa Noite!

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