Faculdade/Universitário passa por nova varredura contra o Aedes

Região apontou índice de infestação de 12,60% durante o LirAa e agora volta a receber os agentes de endemias

“Falta capricho da ‘turma’. Vendem as coisas por aí em copinhos e depois deixam esses plásticos no chão. Outro dia mesmo, eu vi um desses numa árvore, cheio de água e de bichinhos. Agora saio por aí pisando nesses copos e catando quando vejo. O povo é triste. Não cuida das coisas e depois vai no posto de saúde meter a boca no prefeito”.

Na fala simples do aposentado Mário de Oliveira, morador do Bairro Universitário, percebemos hoje (30) durante as visitas das agentes de combate às endemias que a população já sabe onde está o problema.

Difícil mesmo é a mudança de hábitos para combater a presença do mosquito que provoca tantas doenças, dentre elas a dengue, que já atingiu o filho do motorista Marcos Souza, também morador do Universitário, que teve a moradia inspecionada nesta manhã pelas agentes, logo no início das ações de intensificação de combate ao Aedes aegytpi na região sul da cidade, onde a infestação chega a 12,60% segundo dados do primeiro LirAa deste ano.

“É dever de todo a sociedade combater o mosquito e não apenas da prefeitura. Se os vizinhos se unirem, dificilmente os índices se elevam. Mas no nosso caso aqui, temos muitos estudantes que moram fora e coincidiu com um período longo de chuvas”, continuou Marcos.

Ambos os moradores manifestaram preocupação em relação ao alto índice de infestação de larvas registrado semana passada no bairro. O Levantamento Rápido do Índice de Infestação do Aedes aegypti apontou que em média, na cidade toda, 5,80% dos imóveis apresentaram larvas do mosquito. É até comum neste primeiro Levantamento do ano os números serem mais elevados devido às constantes chuvas de verão e ao calor intenso, contudo, o que mais chama atenção das agentes de combate às endemias são os locais em que os focos estão presentes, ou seja, lixo e entulho. “As pessoas estão novamente acumulando resíduos sólidos em casa e deixando de fazer a varredura semanal no quintal. Essa tarefa não pode cair no esquecimento e, nesta época de muita chuva, precisa ser ainda mais frequente”, reforça a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde, Beatriz Tambosi.

Volumosos podem ser entregues no Ecolixo
Todo utensílio que acumula água deve ser retirado do quintal ou ser constantemente vistoriado. E quem tem volumosos e não sabe onde jogar, como sofás velhos, móveis antigos, deve levar até o Ecolixo ou até mesmo acionar o serviço, que faz o recolhimento. Basta fazer o agendamento pelo telefone 3902-1392. Denúncias também podem ser registradas pelo 156 ou pelo aplicativo Particity.

Sobre o trabalho
Os trabalhos na região do Universitário/Faculdade continuam durante todo o dia de hoje, quando será feita avaliação no fim da tarde da quantidade de imóveis inspecionados. A meta é passar por pelo menos 3.970 imóveis.
As agentes fazem até duas tentativas de visitas nas residências que estão fechadas. Caso não consigam vistoriar o imóvel, deixam uma carta alertando o morador para que acione o serviço e agende uma vistoria. São pelo menos 90 ACEs envolvidos nesta ação intensificada. Elas fazem a vistoria, a captura de larvas e o tratamento dos locais com larvicida quando necessário.

Próximos bairros

Concluído o Faculdade, o grupo seguirá, esta semana ainda na região sul, para o Jardim Veneza e depois para o Jardim União.

Na semana que vem o trabalho será desenvolvido nos bairros que compõem o segundo estrato, nos quais o índice de infestação atingiu 8,5%, e que é composto pelo Esmeralda, Angra dos Reis, Santos Dumont, Siena, Aeroporto, Guarujá, Vila Dione, Quebec, 14 de Novembro, Itapuã e Santa Felicidade. (Secom)

Luiz Carlos da Cruz

Jornalista desde 1998 com reportagens publicadas em grandes jornais do Brasil, como a Folha de S. Paulo e Gazeta do Povo. Teve passagens pelos jornais Gazeta do Paraná, O Paraná e Hoje, onde foi editor-chefe, além do portal CGN e Rádio Independência. Fundador dos jornais Boas Notícias e Boa Noite!

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