“Escuta Especializada” prepara serviços para ouvir, acolher e proteger

Lei Federal determina ‘ajustes’ em toda rede de atendimento e proteção à criança e ao adolescente (Secom)

O prefeito Leonaldo Paranhos e o secretário de Assistência Social, Hudson Moreschi Júnior participaram, hoje (27) de evento organizado pelo Ministério Público, por meio da 8ª Promotoria de Justiça e da Escola Superior, em parceria com a Prefeitura de Cascavel e Unioeste. O evento “Desafios Intersetoriais para a Implantação da Escuta Especializada”, reuniu no auditório da Unipar, juízes, promotores, assistentes sociais, psicólogos, pedagogos e técnicos da rede de atendimento à criança e ao adolescente dos municípios que compõe a Amop (Associação dos Municípios do Oeste do Paraná).

O prefeito Leonaldo Paranhos reforçou a importância do tema que, de acordo com ele, precisa ser debatido de forma ampliada “pois ainda existe muita violência contra a criança e o adolescente e, muitas vezes, dentro de casa onde a criança não consegue ser ouvida. Todas as ferramentas que a gente conseguir disponibilizar, toda consciência que conseguirmos implantar dentro da rede de proteção da assistência social, garantindo o direito da criança e adolescente é importante”.

Paranhos disse ainda que o Município de Cascavel conta com o Programa Família Acolhedora, que é a referência para o Brasil e outros países, aonde famílias acolhem crianças vítimas da violência e em situação de vulnerabilidade, programa que é mantido Prefeitura. “Esta questão de manter não é o valor financeiro, é bancar um programa dando oportunidade às crianças e também dando oportunidade às famílias que querem e estão dispostas a cuidar destas crianças”, completou.

Durante o dia foram feitas apresentações culturais, palestras, debates e painéis em torno da Lei Federal 13. 431/17, que trata dos direitos das crianças e adolescentes. “A escuta especializada é um serviço criado através de lei federal onde existem ainda muitas dúvidas como tornar este atendimento mais prático. E este evento é um momento de reflexão de como transformar  esta prática padronizada e referência em todo país. A legislação é nova e todos estamos engajados para garantir os direitos das crianças e dos adolescentes”, disse  o secretário Hudson Moreschi Júnior.

Luciano Machado de Souza, promotor de Proteção da Infância e da Adolescência de Cascavle, falou que o objetivo do evento foi divulgar a escuta especializada como um instrumento para  proteção de crianças e adolescentes vítimas e testemunhas de violência e, a partir disso, conscientizar sobre a  necessidade da rede de acolhimento dessas crianças e do tratamento adequado para evitar a revitimização. “Isso envolve todas as redes de atendimentos do Município de Cascavel e região. E, mais que isso, ajustar os protocolos e fluxos de  atendimento para que o serviço torne-se eficiente e priorize  a proteção dos direitos das crianças e adolescentes”, detalhou.

O promotor destacou  ainda que a  sociedade precisa “acolher a criança que quer falar, porque muitas vezes ela nos procura para falar. Então todos os agentes da educação, saúde, assistência social, podem ser encontrados por uma criança em situação de violência ou testemunha de violência e ela precisa ser acolhida. Precisamos nos preparar para ouvir e a partir daí saber o que fazer para que esta criança não seja ‘revitimizada’. A criança é vítima e precisa de atendimento na área da saúde, psicologia,  educação, assistência social e ser acolhida também pelo programa Família Acolhedora que é referência nacional”.

(Secom)

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