Em Brasília, parada LGBTS defende separação entre estado e religião

A 20º Parada do Orgulho LGBT de Brasília leva multidão à Esplanada dos Ministérios (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Com o tema “Religião não se impõe. Cidadania se respeita”, a 20ª Parada LGBTS (lésbicas gays, bissexuais, travestis, transexuais e simpatizantes) realizada hoje (25) em Brasília, defendeu a importância de um estado laico no país. Pesquisa feita no Distrito Federal pela Associação da Parada Orgulho LGBTS constatou que 48,4% dos entrevistados conhecia o conceito de estado laico, ou seja, o estado que tem uma posição neutra em relação a religiões.

“O estado laico deve ser para toda a sociedade. As religiões não devem interferir na cidadania das pessoas”, disse o coordenador da Associação, Michel Platini. Ele lembrou que, em outras épocas, outros grupos já foram vítimas de intolerância religiosa, como as mulheres e os negros. “Hoje, o foco somos nós, mas outros segmentos da sociedade já passaram por isso”.

Os participantes do evento comemoraram a regulamentação, na última sexta-feira (23), da lei distrital que pune discriminações por razões de orientação sexual. A cobrança pela regulamentação da lei foi tema da Paraga LGBTS do ano passado.

Segundo Platini, a expectativa da parada neste ano é superar o público do ano passado, que chegou a 40 mil pessoas. A Polícia Militar ainda não tem um balanço do número de participantes.

(Agência Brasil)

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Luiz Carlos da Cruz

Jornalista desde 1998 com reportagens publicadas em grandes jornais do Brasil, como a Folha de S. Paulo e Gazeta do Povo. Teve passagens pelos jornais Gazeta do Paraná, O Paraná e Hoje, onde foi editor-chefe, além do portal CGN e Rádio Independência. Fundador dos jornais Boas Notícias e Boa Noite!

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