E em cada fim de frase…

Por Luiz Carlos da Cruz
As regras de português dizem que o ponto final representa a pausa máxima da voz e é usado para fechar o período de frases declarativas e imperativas. Põem fim em tudo o que foi dito anteriormente para iniciar uma nova frase.
A vida é feita de pontos finais, mas nem sempre isso é bom. E em cada fim de frase eu prefiro outros pontos, como o de exclamação, por exemplo. Minhas frases são bem mais exclamativas. “Como você está linda!” “Que bom te reencontrar!” “Que entardecer encantador!” “Ah!”
Também deixo me conduzir pelos pontos de interrogação, afinal, eles são extremamente necessários. “Vamos caminhar juntos?” “Posso ser seu amigo?” “Sabia que eu te amo?” “Está tudo bem com você?”
Porém, essas coisas de ponto aqui, ponto ali, às vezes são chatas, ruins e difíceis de deglutir, principalmente quando se trata de um ponto final. Isso me dá calafrios. Já vivi pontos finais que eram necessários, você também já vivenciou isso, mas o necessário nem sempre é agradável.
Prefiro frases que, por mais decepcionantes que sejam, me tragam esperança. É aí que entram os três pontinhos. Ah! As reticências…
Luiz Carlos da Cruz é jornalista

Elas sugerem que ainda não acabou, que é possível sonhar, que há um futuro envolto no seu presente ou passado.

Que a vida seja feita de mais reticências e menos pontos finais!

Avatar

Luiz Carlos da Cruz

Jornalista desde 1998 com reportagens publicadas em grandes jornais do Brasil, como a Folha de S. Paulo e Gazeta do Povo. Teve passagens pelos jornais Gazeta do Paraná, O Paraná e Hoje, onde foi editor-chefe, além do portal CGN e Rádio Independência. Fundador dos jornais Boas Notícias e Boa Noite!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.