Demolição nos centros de vivência levanta questionamento sobre fontes

Painéis foram demolidos ontem e hoje (Foto: Secom/Divulgação)

A decisão do prefeito Leonaldo Paranhos de investigar a situação dos painéis construídos nos chamados Centros de Vivência, onde supostamente foram investidos recursos para proteção e conservação de fontes (minas d’água), acabou levantando um novo questionamento. Além dos problemas evidentes na qualidade das obras que já causaram a morte de uma criança de 9 anos, agora verifica-se a ausência das fontes que deveriam ser protegidas.

De fato, em boa parte dos centros de vivência, onde os painéis foram construídos, as fontes não existem ou estão localizadas a centenas de metros. Em alguns casos não existe fonte alguma.  A água é captada em riachos e transportada por mangueiras até o local onde as fontes deveriam existir. “Estamos descobrindo uma mentira, um engodo, uma farsa, já que em boa parte dos locais não há fonte alguma e sim água poluída captada em riachos urbanos e, portanto, colocando em risco a saúde das pessoas”, afirmou o prefeito Paranhos.
Dos locais vistoriados até agora, não existem fontes nos centros do Sanga Funda, Novo Milenium e Periolo, mas é possível que em outros também a água esteja sendo captada em outros pontos. “Isso ajuda a entender porque a água das fontes foi considerada imprópria para consumo humano em recentes análises feitas pela Fundetec”, comentou Paranhos.
Processos internos
De acordo com o vice-prefeito e secretário de Obras, Jorge Lange, todos os locais que apresentavam riscos eminentes de desabamento foram vistoriados e as estruturas demolidas “para eliminar qualquer possibilidade de riscos a população, especialmente às crianças que costumeiramente brincavam nestes locais”.
As demais estruturas serão vistoriadas pelos técnicos da Prefeitura e pelas entidades (Associação dos Engenheiros, Comissão de Obras Públicas da Câmara de Vereadores, Ministério Público e do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) que foram convidadas pela comissão formada para investigar a queda da estrutura do Centro de Vivência do Floresta, no último domingo, quando o menino João Vitor Oliveira dos Santos, perdeu a vida.
Lange disse ainda o prefeito Leonaldo Paranhos já determinou que sejam realizados estudos para dar uma nova destinação a estes espaços públicos. Agora, a comissão trabalha no levantamento de toda documentação referente as obras dos centros de vivência que embasarão a sindicância interna sobre o caso.

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Luiz Carlos da Cruz

Jornalista desde 1998 com reportagens publicadas em grandes jornais do Brasil, como a Folha de S. Paulo e Gazeta do Povo. Teve passagens pelos jornais Gazeta do Paraná, O Paraná e Hoje, onde foi editor-chefe, além do portal CGN e Rádio Independência. Fundador dos jornais Boas Notícias e Boa Noite!

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