Copa América

Por Rodrigo Poyer

A maior competição de futebol do continente inicia hoje (14). Com sede no Brasil, a edição deste ano da Copa América traz seleções em ótima fase sem jogadores consagrados ou conhecidos, e também jogadores consagrados em seleções em fase não tão boa.

Brasil e Argentina, historicamente são as duas maiores forças do continente, e parecidas, vivem uma fase conturbada dentro de campo, a entressafra, com jogadores experientes, já venceram tudo ou quase tudo em seus clubes, mas na seleção ainda estão devendo no quesito títulos, e se juntam a jovens que procuram seu lugar no selecionado, para ser base futura. As duas seleções como sempre trazem em seus elencos os melhores e mais badalados jogadores para a competição.

A seleção brasileira vive a pior fase desde que Tite assumiu o comando. Dentro de campo o time não evolui, e o maior nome da geração, Neymar, tem seu nome ligado a questões de comportamento com imprensa e torcida, que vão de encontro ao gosto popular, e tem seu nome facilmente vinculado mais fora das quatro linhas do que onde deveria, que é dentro. Por último, foi cortado do grupo devido a uma lesão no tornozelo, que ainda gera dúvidas em todos.

A pressão será grande. Em casa, má fase e desconfiança da torcida. Um desempenho médio que seja poderá colocar o cargo de treinador da maior seleção do mundo vago após a competição

A Argentina, igualmente ao Brasil, está em má fase. Não vence um grande título com a seleção principal desde 1993, mesmo tendo o maior jogador da atualidade jogando em altíssimo nível há mais de 10 anos. Os hermanos vêm de fiascos em Copas do Mundo, atritos e racha no elenco, treinadores caindo a todo o momento e, ainda assim, a bicampeã do mundo é favorita, impõe respeito e uma decisão contra o Brasil sempre é esperada

Uruguai, considerada a terceira força das Américas, é a seleção que vive o melhor momento. Foi a que teve a melhor colocação na última Copa do Mundo e também, coincidência ou não, a que possui o técnico que há mais tempo está no cargo, Óscar Tabárez é técnico da celeste desde 2006, construiu este atual time, campeão da competição em 2011 e quarto colocado da Copa do Mundo em 2010. Apresentou ao mundo os maiores nomes do futebol uruguaio da atual geração.

O Chile, atual campeão, também traz na bagagem, além do título em casa em 2015, a Copa América Centenário, disputada nos Estados Unidos em 2016, em homenagem ao centésimo aniversário Confederação Sul-Americana. Ambos os títulos coroaram a melhor geração da história futebolística do país, porém, no presente momento, os andinos não vivem grande fase e correm por fora.

Outras seleções tradicionais, como Colômbia e Paraguai, sempre trazem bons nomes e fazem ótimo papel, mas quase sempre ficam pelo caminho, desta vez não deve ser diferente.

Já, Equador, Peru, Venezuela e Bolívia, raras algumas exceções, fazem figurações e novamente devem ficar neste papel.

A edição deste ano ainda possui duas seleções convidadas. Japão e Catar vem da Ásia para dar um incremento à competição sul-americana, porém, pouco devem alterar o resultado ao fim do torneio, Japão é a que pode dar mais trabalho aos melhores times, podendo fazer uma graça ou outra, Catar deve fazer figuração somente.

Enfim, gênios, craques, ótimos jogadores, consagrados ou não, todos jogarão o torneio buscando o único objetivo, o degrau mais alto, a taça.

A partida de abertura, Brasil x Bolívia, acontece às 21h30, no estádio do Morumbi, em São Paulo.

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