“Caso Gramado”: Ação Comunitária organiza transferência das primeiras famílias

Sanepar iniciou a implantação da rede de água e esgoto e a Copel também já fez levantamento no local

As primeiras 13 famílias que irão deixar o Ginásio de Esportes Francisco Pian do Bairro São Cristóvão rumo ao Jardim Petrópolis, no Bairro Santa Felicidade serão definidas nesta tarde (3)  e a mudança deve ocorrer até o fim desta semana. A previsão é do secretário de Ação Comunitária, José Carlos Costa, o Cocão, que junto com a Cohavel e a Secretaria de Planejamento e Urbanismo, atua na construção das moradias que estão sendo providenciadas para a transferência das 30 famílias remanescentes da reintegração de posse da área e que estão alojadas temporariamente desde o início de maio no local.

Quatro das primeiras a mudar são famílias que estão voluntariamente trabalhando na construção das casas e as demais serão definidas em sistema de sorteio, decidido em comum acordo. “Estamos agilizando para que o quanto antes todos possam ser transferidos”, disse o secretário. Nesta semana 13 casas ficam prontas na Rua Francisco Stanker esquina com a Rua Luiz Gonzaga, no Loteamento Petrópolis, do Bairro Santa Felicidade, onde a Sanepar iniciou a implantação da tubulação necessária para que famílias possam fazer o pedido de ligação de água e de esgoto.

A Copel também já fez o levantamento para que os moradores possam pedir ligação da rede de energia elétrica. “A ligação é de responsabilidade de cada morador, individualmente”, ressaltou Cocão.

Outras casas

No mesmo loteamento, na Rua Misael Mendonça de Oliveira, esquina com a Rua Engenheiro Heinz Marth outras quatro casas já estão em execução e outras quatro na Rua Misael Mendonça de Oliveira, entre a Rua Francisco Sandler e a Rua Antonio Victor. Do outro lado da cidade, na região norte, foi realizada a topografia para a construção de mais dez moradias nos lotes 7 e 8 da Quadra 7 da Rua Pageu no Bairro Brasmadeira. A terraplanagem é o próximo passo ainda esta semana.

Com 30 metros quadrados cada, as casas são construídas com madeira de pinus. A base é feita em concreto e os banheiros em alvenaria. Os trabalhos são tocados por quatro trabalhadores da Cohavel, que contam com ajuda de oito presos da PIC, quatro moradores voluntários e um coordenador da Ação Comunitária.

A construção demanda 90 metros cúbicos de tábuas, ripas e caibros, que foram repassados pela Transcontinental, empresa proprietária da área do Gramado, cujo imbróglio vinha se arrastando havia 18 anos. A empresa também repassou cerca de 600 telhas para a cobertura das moradias.

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Luiz Carlos da Cruz

Jornalista desde 1998 com reportagens publicadas em grandes jornais do Brasil, como a Folha de S. Paulo e Gazeta do Povo. Teve passagens pelos jornais Gazeta do Paraná, O Paraná e Hoje, onde foi editor-chefe, além do portal CGN e Rádio Independência. Fundador dos jornais Boas Notícias e Boa Noite!

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