Cascavel segue reduzindo número de notificações de casos de dengue

Com ações do mutirão de limpeza, Cascavel descarta risco de epidemia, mas mantém guerra contra o Aedes aegypti (Secom)

Em mais um boletim com números dos casos de dengue, zika vírus e chikungunya, a Secretaria Municipal de Saúde rebateu informações divulgadas por alguns veículos da imprensa local, de que Cascavel teria atingido índice para ser classificado como “epidemia de dengue”. De acordo com o Ministério da Saúde, considera-se epidemia quando o município que tiver uma incidência de 300 casos positivos por 100.000 habitantes. Cascavel soma até o momento 739 casos autóctones, uma incidência de 228 casos/100.000 habitantes.

Como é possível observar no “Gráfico 1” (abaixo), a partir da semana epidemiológica nº 16 (14 a 20 de abril), constata-se uma estabilização dos casos suspeitos notificados e, na sequência, uma diminuição de notificações para dengue. “Importante destacar que que o mutirão de limpeza teve início na semana epidemiológica nº 15 e esta diminuição de casos suspeitos já é resultado desta ação do governo municipal”, disse o secretário de Saúde, Thiago Stefanello.

No “Gráfico 2”, traça o quadro dos casos positivos, com o início dos sintomas por semana epidemiológica. A partir da semana epidemiológica nº 9 (24/03 a 02/04), há um aumento progressivo de casos positivos, sendo a semana nº 13 o pico dos casos confirmados. A partir da semana epidemiológica nº 16, como aponta o gráfico, também há redução dos casos positivos.

De acordo com Stefanello, a região Oeste da cidade continua recebendo maior atenção pelo número de casos notificados e também de casos positivos. Há ainda 1.510 casos suspeitos aguardando para a coleta de exames ou esperando resultados. “Mesmo observando melhora significativa no quadro, ainda mantemos o alerta máximo para combater o mosquito transmissor. O trabalho do mutirão está praticamente finalizado e agora precisamos contar com a colaboração da população para eliminar completamente a proliferação do mosquito transmissor e, consequentemente, das doenças que ele transmite”, completou o secretário.

O Setor de Controle de Endemias reforça ressalta que os ovos do Aedes aegypti resiste a temperaturas mais frias por até um ano. Por isso, é de fundamental importância que todo recipiente ou objeto com água que possa servir de criadouro do mosquito seja eliminado. Além da visita bimestral do Agente de Combate as Endemias, todo cidadão precisa fazer a sua parte.

(Secom)

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Luiz Carlos da Cruz

Jornalista desde 1998 com reportagens publicadas em grandes jornais do Brasil, como a Folha de S. Paulo e Gazeta do Povo. Teve passagens pelos jornais Gazeta do Paraná, O Paraná e Hoje, onde foi editor-chefe, além do portal CGN e Rádio Independência. Fundador dos jornais Boas Notícias e Boa Noite!

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