Apac: Terreno cedido pelo Município será destinado à construção de penitenciária

O prefeito Leonaldo Paranhos abriu a Escola de Governo desta terça-feira (8) assinando o termo de cessão de uso de um terreno, pelo prazo de 20 anos, para que a Apac (Associação de Proteção e Assistência aos Condenados) faça investimentos em Cascavel. Localizado no lote 104 da Fazenda Piquiri, às margens da BR-369 – na saída para Corbélia – a área de 48 mil metros quadrados será destinada à construção de uma penitenciária que segundo a juíza de Direito, Cláudia Spinassi – principal batalhadora pela conquista da área – terá capacidade para cerca de 280 presos.
Paranhos, que acompanha a luta pela conquista da área desde o período em que atuava como deputado estadual, reconheceu a persistência da juíza e demais integrantes da Apac – nesta manhã (8) também representada no ato pelo presidente da entidade em Cascavel, José Cícero dos Santos.
“Conheci o trabalho da Apac, que é forte em Minas Gerais, um projeto totalmente viável. Este tema chama atenção, principalmente pela certeza que a dr. Cláudia demonstra, por isso que acredito muito nisso. Trata de ser humano, de reinserção à sociedade, mas principalmente tem valia porque existem pessoas convencidas de que isso é necessário e viável”, disse o prefeito durante a assinatura, reconhecendo que todo processo é burocrático até a concretização. “Quero agradecer a insistência da Apac e a convicção, pois quando vejo que uma pessoa quer fazer as coisas e as barreiras atrapalham, sinto agonia. Nossa equipe da Seplan, por meio do secretário Dillenburg [Fernando Dillenburg] também foi muito importante nesta concretização”.
Cidadania, trabalho e estudo
De acordo com Cláudia Spinassi, a assinatura é fundamental para a entidade, uma vez que permite agora “entrar no terreno, tomar posse e iniciar nossas atividades, as quais estamos lutando desde 2015”.
Ela agradeceu ao prefeito e equipe pela destinação da área, que por força legal precisa de renovação daqui 20 anos, e informou que a penitenciária aliviará o setor carcerário de Cascavel, hoje com 1.280 presos. “Esperamos que nossa penitenciária custe menos e que todos os presos tenham dignidade, como merecem, mas que trabalhem o dia todo e estudem à noite, assim como todos nós aqui fazemos”, vislumbrou.
A Associação de Proteção e Assistência aos Condenados é uma entidade civil, sem fins lucrativos, que se dedica à recuperação e reintegração social dos condenados a penas privativas de liberdade, bem como socorrer a vítima e proteger a sociedade. De acordo com José Cícero dos Santos, presidente da APAC em Cascavel, “pela experiência vista em outros municípios, o método Apac custa apenas 25% do custo médio do sistema prisional tradicional e a ressocialização pode chegar a 90% dos apenados assistidos, enquanto nas prisões comuns é de apenas 20%”.
(SECOM)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.