Acolhimento, cuidado e promoção de uma “nova vida”

Além das pessoas que recebem a atenção e o cuidado do acolhimento, pouca gente sabe que a Secretaria Municipal de Assistência Social (Seaso) realiza um grande e importante trabalho de dar abrigo a quem precisa de uma assistência mais completa. No último dia 30 de abril, a Seaso tinha 497 pessoas entre crianças, adolescentes, adultos e idosos acolhidas. Este número, de acordo com Maira Cabreira, psicóloga e gerente de Proteção Social Especial da Seaso, varia bastante e de acordo com o programa em que a pessoa foi incluída, assim como o tempo de permanência em cada um deles. Estes serviços do Governo Municipal acolhem pessoas em situação de rua, de abandono ou vítimas de violência física, sexual e psicológica.

São entidades governamentais e não governamentais que recebem recursos livres do Município. Também há o repasse de recursos dos Governos Federal e Estadual, mas cabe à Prefeitura de Cascavel custear a maior parte dos programas. “Com os recursos dos governos Federal e Estadual, procuramos adquirir bens para equipar as casas e veículos para agilizar nosso atendimento às pessoas que necessitam”, disse Maira Cabreira. Segundo ela, nesta época do ano quando aumenta a incidência de chuvas e cai a temperatura, aumenta também a procura pelo acolhimento principalmente entre as pessoas que vivem em situação de rua.

 

Afeto e cuidado

Para auxiliar o Município neste trabalho de acolhimento que tem apresentado alta demanda, Hudson Moreschi Júnior, secretário de Assistência Social, afirma que é preciso fortalecer os laços de afeto e cuidado dentro das famílias, com um trabalho que deve envolver o poder público e a sociedade. “Família melhor estruturada evita que muitas pessoas acabem nas ruas ou sofrendo algum tipo de violência que necessita desta separação do seio familiar. Qualidade de vida não trata apenas da questão material, mas também afetiva que promove o necessário equilíbrio ao ser humano”, completou. A psicóloga Maira Cabreira completa falando que “não da para culpar só a família nestes casos;  é importante fortalecer a vida comunitária, para minimizar os danos na vida das pessoas”.

Nos abrigos voltados ao atendimento deste público é oferecida alimentação, banho e atendimento psicossocial entre outros. O objetivo dos técnicos é devolver a estas pessoas a vontade de viver, de sonhar e de realizar a transformação de suas vidas através da conscientização, valorização, resgates de autoestima, sentimento de família, de capacidade. “Um bom exemplo que temos é o ConstRua Cidadão. Um programa que vem resgatando homens e mulheres e devolvendo a eles a oportunidade de voltar a viver em sociedade de  cabeça erguida, com sua dignidade restaurada através do trabalho, do convívio social e com os laços afetivos refeitos”, exemplificou o secretário de Assistência Social.

“Para as famílias acolhedoras, que cuidam das nossas crianças e adolescentes, o Município oferta uma bolsa auxilio para que elas possam fazer os cuidados em suas próprias casas, para evitar a institucionalização das pessoas. A bolsa é de cerca de R$ 800 para custear despesas de alimentação. São 265 pessoas que estão em casas acolhedoras e não em instituições, mas cabe ao Município o custeio das despesas deles. Este volume todo está 100% sob nossa responsabilidade”, disse Cabreira.

Os programas

Todas estas pessoas são atendidas nos programas Abrigo de Mulheres Vanusa Covatti, voltado a mulheres vítimas de violência doméstica; Residência Inclusiva, que acolhe pessoas com deficiência, sem nenhum tipo de autonomia ou retaguarda familiar; Albergue Noturno e Casa Pop, que acolhem pessoas em situação de rua; acolhimento de idosos no Abrigo São Vicente e também na República do Idoso; Recanto da Criança, Unidade de Acolhimento Institucional para Adolescentes Feminina e Masculina e Programa Família acolhedora, voltados ao atendimento de crianças, jovens e adolescentes.

(SECOM)

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