Coronavírus: dois aviões decolam para resgatar brasileiros na China

D da Base Aérea de Brasília com destino à cidade de Wuhan, na China, para resgatar brasileiros em quarentena. O local é o epicentro do surto mundial de coronavírus, considerada emergência sanitária pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

As aeronaves devem chegar na China na sexta-feira (7). Lá, buscarão um grupo de 29 brasileiros e familiares deles, incluindo sete crianças. A cidade está em quarentena por causa do surto e foi necessário obter autorização do governo chinês para retirar os brasileiros de lá.

Os aviões levarão uma equipe do Instituto de Medicina Aeroespacial da FAB e uma médica do Ministério da Saúde.

Eles farão escala em Fortaleza (CE) e em Las Palmas, nas ilhas Canárias, território da Espanha no oceano Atlântico. De lá, seguirão para Varsóvia, na Polônia, e Urumqi, na China. A tripulação deve chegar a Wuhan na sexta-feira (7).

 

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Segundo o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), só entrarão na aeronave os que tiverem condições clínicas para isso. Eles deverão ser examinados antes de embarcarem de volta ao Brasil.

A previsão é que os aviões retornem no fim de semana e cheguem à base aérea de Anápolis (GO), a 150 quilômetros de Brasília. Lá, o grupo de brasileiros resgatados e a tripulação do avião ficarão em quarentena por 18 dias. Eles deverão se submeter a exames e acompanhamento médico constante durante esse período.

O objetivo da quarentena é evitar a propagação do coronavírus. O Brasil não teve nenhum caso confirmado até hoje. Ainda assim, decretou emergência em saúde pública para facilitar a operação de resgate dos brasileiros em Wuhan.

O ministro da Saúde, Henrique Mandetta, disse que o governo gastará R$ 150 milhões para compra de EPIs (Equipamento de Proteção Individual) como medida de segurança para prevenção de casos de coronavírus. O material será distribuído para profissionais de saúde do país que estiverem em contato com casos suspeitos da doença.

“Entendo sim que a gente pode ter gastos adicionais. A gente pode ter mais gastos nesse cenário. Para eu fazer um estoque para os estados. Poderia gastar R$ 80 milhões para o mínimo, R$ 150 milhões par ao intermediário e quase R$ 500 milhões para o risco de epidemia generalizada. Eu, pelo meu princípio, falei, ‘vamos fazer o intermediário’. Porque são materiais que não estragam”, disse.

Ele esteve na Câmara para apresentar a deputados o balanço de medidas adotadas contra a epidemia da doença.

Mandetta vai fazer, durante encontro do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) com chefes do Legislativo e do Judiciário, no Planalto, uma demonstração sobre as ações de prevenção e enfrentamento ao coronavírus, segundo apurou o UOL. Um dos pontos abordados será a nova lei da quarentena, que pode ser aprovada ainda hoje no Congresso.

Como será a quarentena

Todas as pessoas trazidas de Wuhan deverão cumprir quarentena de 18 dias, e não 14, como normalmente acontece. A decisão, segundo o ministro Fernando Azevedo e Silva (Defesa), foi tomada por Luiz Henrique Mandetta (Saúde) por segurança.

Foto: Fatima Meira/Futura Press/Estadao Conteudo

Nesta terça-feira, o governo brasileiro encaminhou aos brasileiros da cidade chinesa um questionário com normas sobre o retorno do grupo.

De acordo com o questionário do governo brasileiro, os repatriados ficarão em quartos individuais, exceto em caso de famílias. Eles não terão direito a receber visitas e deverão permitir que sejam feitos exames de seus dados vitais três vezes ao dia.

Também deverão permitir a coleta de amostras respiratórias na chegada ao Brasil e no décimo quarto dia. O governo também frisou que não arcará com a passagem de volta para os brasileiros que quiserem voltar à China.

Questionado sobre uma possível proibição de atracagem de navios provenientes da China, Azevedo e Silva não soube responder. “Sobre o problema dos navios chineses, eu não tenho [informações]”, disse.

(Portal Palotina)

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